sábado, 2 de julho de 2011




Deitada na grama gelada sob um céu escuro e sombrio de uma noite fria, percebi que aqui não há hora certa entre o dia e a noite. Não se sabe os minutos e nem os segundos e você decide aonde vai a qualquer hora. Aqui é um lugar secreto onde só eu sei chegar. Há muitas passagens nesse lugar, algumas eu nunca cheguei até o fim para saber o que tem lá e outras eu me arrependi de ter atravessado o mundo e no final ter descobrido de que nada adiantou o meu sacrifício. 
Os arames farpados colocados no caminho já me cortou tantas vezes mas eu ainda continuo caminhando. Caminhando sem direção, sozinha e perdida. Já não sei mais o que é real e me perdi no irreal. Eu desisti de procurar a saída e é por isso que vou continuar aqui durante algum tempo. Mas se sentir minha falta olhe para a lua, pois eu sempre estarei conversando com ela sobre você.

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